Secretário de Segurança nega que blitzen são para “perseguir” motociclistas

Ação da polícia tenta coibir que motoristas – sejam eles motociclistas ou não – ponham vidas em risco por dirigirem após a ingestão de bebida alcoólica ou por conduzirem veículos roubados para praticar crimes

O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Francisco Canindé de Araújo, disse que a intensificação de blitzen da Operação Lei Seca e de controle do trânsito tem como principal objetivo a “preservação de vidas”, e não a perseguição a motociclistas, como sugeriram críticos das ações policiais na semana passada.

De acordo com o coronel, a ação da polícia tenta coibir que motoristas – sejam eles motociclistas ou não – ponham vidas em risco por dirigirem após a ingestão de bebida alcoólica ou por conduzirem veículos roubados com a finalidade de praticar assaltos e até homicídios.

“A polícia não pode deixar que um cidadão pegue uma moto ou qualquer outro veículo, vá ingerir alcoólica e depois vá conduzi-lo. Vai colocar (em risco) a vida dele, dos passageiros e de terceiros que estejam na rua. Além disso, se fizermos um levantamento em todas as mídias, roubos contra pessoas ou patrimônios (muitas vezes) são praticados por uma dupla em uma motocicleta. A polícia está como regulador, para tentar inibir ações delituosas. Não está tentando perseguir motociclistas”, argumentou o secretário nesta segunda-feira, 12, em entrevista à rádio 96 FM.

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa na semana passada, o deputado Tomba Farias (PSDB), de oposição, criticou o que classificou como “blitzen seletivas” realizadas pela polícia durante eventos na cidade de Santa Cruz, no Agreste Potiguar, onde ele foi prefeito.

Para o parlamentar, as blitzen têm motivação política, já que Santa Cruz é seu reduto político. “Não houve nenhuma blitz em grandes festividades realizadas na Serra de São Bento, em Currais Novos, em Cerro Corá, nem tampouco no aniversário da governadora ocorrido no último mês de maio”, ressaltou, acrescentando que a governadora Fátima Bezerra estaria “traindo sua origem popular” ao perseguir motociclistas, “prejudicando pessoas carentes que não têm condições de adquirir um carro”. Ele acrescentou que as blitzen teriam objetivo apenas de arrecadar recursos por meio de multas.

Para o deputado Nelter Queiroz (MDB), as “blitzen seletivas” prejudicam as festas das cidades do interior do Estado. O também parlamentar José Dias (PSDB) ressaltou a importância de o governo promover blitzen educativas.

O secretário de Segurança reforçou que o objetivo do governo não é perseguir os condutores. Ele defendeu as blitzen para coibir crimes. “(Criminosos) usam a boa-fé do cidadão e compram motos que são produtos de roubo. Ficam usando sem documento e muitos usam para a prática de assaltos, tráfico de drogas e homicídios”, concluiu.

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