Se os 23 jogadores da seleção fossem ações, quanto eles valeriam?

De 2014 para cá, a seleção dobrou a cifra: passou a custar € 951,8 milhões de euros, ultrapassando R$ 4 bilhões.

Desde essa segunda-feira (14), não se fala em outro assunto que não seja a lista dos 23 convocados pele técnico Tite para a Copa do Mundo 2018. Se esses jogadores fossem ações, você saberia por qual preço eles seriam negociados? E se a seleção fosse uma carteira de investimentos, será que teria perdido o valor desde 2014, depois dos 7×1 contra a Alemanha?

Com base nos cálculos da Pluri Consultoria, em 2014, somando os 23 convocados, o grupo valeria € 449,8 milhões, ou seja, mais de R$ 1,3 bilhão. De la para cá, a seleção dobrou a cifra: passou a custar € 951,8 milhões de euros, ultrapassando R$ 4 bilhões. A valorização em euro no ano em que o país recebeu o Mundial foi de 111,6%. Já neste ano, está na casa dos 201,2%. A variação do CDI foi de 55,6%.

Com relação aos jogadores, por exemplo, Thiago Silva, do PSG, e Fernandinho, do Manchester City, tiveram desvalorizações. Os dois caíram metade do valor. O primeiro de 35% para 17%. O segundo, por sua vez, de 27% para 3%. Em contrapartida, William, do Chelsea, teve elevação de 14%.

Na lista das valorizações, ainda teve espaço para Paulinho, após ser comprado pelo Barcelona, além de Neymar, que valorizou 181%, valendo quase € 200 milhões, e Marcelo, que saiu de € 22 milhões para € 62 milhões.

O diretor da Pluri Consultoria, Fernando Ferreira, explicou como foi realizado o levantamento. Segundo ele, os jogadores são divididos em dois valores. “Um como atleta e outro como mercado. Como atleta, o aspecto tático, técnico, físico e clínico. Já como mercado, avaliamos a capacidade de gerar retorno. O efeito vitrine afeta muito”, disse Ferreira, em entrevista ao G1.

Ainda de acordo com ele, fatores de onde jogam, campeonatos e posições também são considerados. “Um goleiro vale muito menos que um atacante. Só os atacantes valem 500 milhões de euros”, calculou, acrescentando que a idade também é um grande influenciador no momento de atestar a valorização.

“Para se ter uma idea, o auge técnico de um jogador é até os 29 anos. O auge de mercado até 25 anos. Até essa última idade, vai valorizando e depois desvaloriza. Se o jogador fica estagnado, a partir dos 30 anos cai 45%”, afirmou Ferreira.

Questionado sobre os três jogadores mais valiosos do mundo, o ranking permanece o mesmo de alguns anos atrás, avaliou. “Cristiano Ronaldo vale 217 milhões de euros, seguido por Messi, que custa 214 milhões e, por último, Neymar, valendo 200 milhões”, concluiu.

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