Marielle é homenageada em murais de grafite ao redor do mundo

Murais recordam causas e trajetória de Marielle Foto: Reprodução

Um ano após o assassinato da vereadora Marielle Franco, ruas e muros pelo mundo perpetuam sua memória. Só de grafites, há ao menos 18 murais em oito países. A repercussão do crime foi imediata na mídia internacional, potencializada pelos protestos fora do Brasil e amplificada por campanhas de ONGs internacionais.

Ao longo de 2018, Marielle foi lembrada em shows de artistas internacionais mais engajados, entre eles Katy Perry, Tom Morello e Roger Waters. Oito dias após a sua morte, o abaixo-assinado pedindo justiça no site justiceformarielle.com já contava com a assinatura de dezenas de personalidades internacionais como a modelo Naomi Campbell, o diretor de cinema Alfonso Cuarón, e a atriz Pamela Anderson.

Quatro dias antes, no dia 18 de março, o artista francês Laurent Jamet, de nome artístico Sept, já havia finalizado um mural com o retrato de Marielle em Paris. Sept ouviu falar de Marielle logo depois da morte dela pela imprensa e conta que sua obra está associado com valores que considera importantes.

— Eu fiquei tocado com o que tinha acontecido e fiquei interessado na vida dela e na mensagem que ela estava defendendo. Eu decidi fazer um tributo na esperança que a mensagem dela atingisse mais pessoas, especialmente na França. A arte urbana deve ser capaz de tocar e informar quem cruza com ela — diz Sept.

Lucia Gonzalez Ippolito, artista que mora em São Francisco, fez uma das homenagens mais tocantes. O Mural “Mulheres da Resistência”, que fica no bairro de Mission, retrata 38 mulheres ativistas e foi feito em colaboração com outras artistas plásticas e foi finalizado em outubro passado.

A artista diz que começou a planejar o mural em junho do ano passado, época em que já havia lido sobre Marielle. Ela acredita que a história de Marielle ganhou visibilidade internacional após os protestos feitos em todo o mundo e por campanhas da Human Rights Watch e da Anistia Internacional.

— Todas as mulheres no mural defenderam comunidades marginalizadas e lutaram por justiça social. Nós escolhemos honrar mulheres que lideraram movimentos de resistência e que dão inspiração nesses tempos sombrios. Obras de arte foram criadas por muitos em memória do legado da Marielle e estão educando aos que não tinham ouvido falar dela – afirmou Lucia.

A paquistanesa Malala Yousafzai, a mais jovem ganhadora de um Prêmio Nobel da Paz, ajudou a pintar um grafite em homenagem à Marielle na comunidade Tavares Bastos, no Catete em julho do ano passado. A peça é um dos murais que surgiram na cidade em homenagem à vereadora desde março. Além dos murais, há registros internacionais de obras sobre tela, peças de design e ilustrações amadoras feitas por pessoas que ficaram tocadas com a vida de Marielle. (EXTRA)

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