Gabriela e Rodrigo querem processar Paula. É vitimismo?

Sister, que segue favorita para vencer o BBB 19, tem um inquérito instaurado contra ela na Delegacia de Combate a Crimes de Racismo e Intolerância do Rio

Já há um inquérito contra Paula por racismo e intolerância religiosa

Rodrigo já depôs. Gabriela, a mais nova eliminada do BBB 19, avisou em entrevista a Ana Maria Braga, na manhã desta segunda-feira (8), que também tomará providências a respeito dos comentários polêmicos de Paula von Sperling Viana dentro do reality.

“Vou fazer algumas coisas, principalmente sobre intolerância religiosa. Acho que respeitei tudo lá dentro, me chocou um pouco”, declarou Gabriela.

Já existe um inquérito policial em andamento contra Paula por racismo e intolerância religiosa. Ela terá que depor na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) por uma sequência de declarações discriminatórias e de tom preconceituoso.

Se for provado que ela tinha o intuito ou sabia da possibilidade de ofender com sua fala, poderá ser indiciada. O inquérito será relatado e enviado à Justiça Comum. Caso seja condenada, Paula poderá pegar até 3 anos de prisão e multa.

A duas eliminações para a grande final, o paredão desta terça-feira (9) será disputado entre Rízia e Paula. E Paula segue como favorita para vencer a disputa. Prévias apontam 60% de intenções de voto para que Rízia deixe a casa.

A principal questão que poderá levar Paula para a cadeia foi uma fala em que ela disse ter medo de Rodrigo por causa de sua religião. “Ele mexe muito com esses treco. Ele falou hoje lá, o tempo todo, desse Oxum deles lá. Ele conhece e eu tenho medo disso”, declarou. “Nosso Deus é maior”, falou.

“A minha família cultua o candomblé, que não tem uma estrutura de catequizar ninguém. Não entrei nesse programa com interesse de catequizar ninguém. E mais uma vez colocam o candomblé como algo maligno, algo perverso e sem nenhum cuidado de perguntar sobre o que se trata. É todo um povo, uma população que cultua algo e que é desrespeitada. Eu não posso me calar de forma alguma, não seria eu”, disse Rodrigo ao sair do programa.

Ter medo da religião alheia é passível de punição? A princípio, não. O desconhecimento leva a esse tipo de receio. Quantos não relacionam islamismo a terrorismo? Que pulam onda e vestem branco no réveillon, mas fazem o sinal da cruz ao ouvir falar em orixás? O medo da crença alheia não seria motivo de condenação, mas usar esse medo e a falta de informação para ofender, para se sentir superior, para humilhar o outro, daí a coisa muda de figura.

Rodrigo se ofendeu. Paula se justificou por ser “espontânea”. Na medida em que suas falas viram discriminação pela cor, pela religião, não se trata mais de ser ou não espontânea. É racismo. Ponto. Não dá para tolerar o intolerável.

Vale ressaltar que uma ‘campanha’ no Twitter pede que as regras da votação sejam alteradas e que só se permita um voto por CPF. É uma tentativa de mostrar que nem todos os que assistem compactuam das escolhas de quem vota (no sistema atual). Mas a vitória de Paula, se acontecer, mostra que ela pode estar conectada com a maioria do povo desse País. (R7)

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