Fátima sanciona mudança de nome de Augusto Severo para Campo Grande

Localizada na região Oeste Potiguar, Campo Grande era registrada como Augusto Severo e assim era reconhecida, por exemplo, por órgãos da esfera federal

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, sancionou o projeto de lei que altera o nome do município de Augusto Severo para Campo Grande. A decisão, que referenda o resultado de um plebiscito, foi publicada na edição desta terça-feira, 23, do Diário Oficial do Estado.

A população do município escolheu mudar o nome do local no dia 7 de outubro de 2018, durante as eleições gerais. Ao comparecerem às urnas, os eleitores da cidade tinham uma tela extra, na qual puderam optar se preferiam que o nome permanecesse Augusto Severo ou que mudasse para Campo Grande. Segundo a Justiça Eleitoral, 95,75% dos votos válidos foram favoráveis à alteração.

Localizada na região Oeste Potiguar, Campo Grande era registrada como Augusto Severo e assim era reconhecida, por exemplo, por órgãos da esfera federal. A duplicidade de nome causava prejuízos à administração municipal, como no que diz respeito à firmação de convênios e obtenção de recursos.

A região de Campo Grande nasceu como um distrito do município de Caraúbas em 1837, ainda na época provincial. Em 1858, o local foi transformado em município, com o mesmo nome. Dez anos depois, contudo, essa lei foi revogada, e Campo Grande voltou a ser subordinada a Caraúbas.

O caso se complicou ainda mais dois anos depois, em 1870, quando uma nova lei emancipou novamente Campo Grande, só que sob o nome de Triunfo. Mais tarde, em 1903, uma área se desmembraria, dando origem ao município de Triunfo Potiguar. A parte que restou foi rebatizada de Augusto Severo, gerando insatisfação na população local.

Para tentar resolver o impasse, um decreto municipal de 1991 mudou o nome novamente para Campo Grande, após a realização de um plebiscito entre os moradores. Só que a alteração não foi validada porque o município não tem autonomia para mudar o seu próprio nome. A decisão precisaria ser da Assembleia Legislativa, com sanção do governador do Estado.

Foi o que aconteceu em 2018. A Assembleia aprovou por unanimidade o projeto de lei – de autoria do deputado estadual Hermano Morais (MDB) – que alterava o nome do município, e a população voltou às urnas para um plebiscito sobre o tema. (Agora RN)

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