Aumento nas refinarias foi repassado ao consumidor em Natal, diz Procon

Até o gás veicular e o etanol aumentaram, sem mudança nas refinarias

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O aumento no preço dos combustíveis nas refinarias foi repassado aos consumidores em Natal. A confirmação é do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal – Procon Natal – que realizou pesquisa no dia 23 de setembro passado, em 70 postos das quatro regiões da cidade. A constatação é de variações para mais nos preços da gasolina e do diesel. Até os valores do gás veicular e do etanol aumentaram, mesmo sem ampliação dos preços desses combustíveis pelo governo federal.

O Núcleo de pesquisa do órgão municipal realizou essa segunda pesquisa no mês de setembro, para verificar se havia aumento no preço em consequência do anúncio da Agência Nacional de Petróleo para refinarias – de 4,2% para o diesel  e de 3,5% para a gasolina – no dia 19 de setembro, e constatou o preço médio da gasolina nas bombas de Natal por R$ 4,589, enquanto na pesquisa do dia 6 de setembro era de R$ 4,475. Isso representa uma variação de 2,54%, ou seja, um aumento de (R$ 0,114) no mesmo mês.

ANÁLISE DOS PREÇOS

Já em comparação com a pesquisa de agosto, o percentual foi maior de (R$ 0,344), uma variação de 8,09%. A pesquisa encontrou, no entanto, que 42,86% dos postos pesquisados estão com preços abaixo da média da gasolina e 1,43% de postos com o menor preço R$ 4,430. A gasolina comum com o menor preço médio dentre as quatro regiões pesquisadas é na região oeste, R$ 4,470. O menor preço foi encontrado na região leste de R$ 4,430. Já a região com o maior preço médio da gasolina foi a sul com R$4,689.

O Gás Veicular, mesmo sem aumento governamental anunciado, acompanhou os demais combustíveis com variação positiva. Na primeira pesquisa de setembro, o preço encontrado foi de R$ 3,528 em média (o mesmo de agosto). Já na segunda de setembro, o valor médio encontrado foi de R$ 3,666, um aumento de R$ 0,137 por metro cúbico, uma variação de 3,89%. O maior preço encontrado foi de R$ 3,699 e o menor de R$ 3,499. Essa variação entre o maior e o menor valor encontrado equivale a 5,72% e R$ 0,137.

O etanol foi outro combustível que, sem anúncio pela Petrobras, foi encontrado aumento pela pesquisa. No entanto, a produção de cana-de-açúcar está na entressafra, o que poderia justificar o aumento desse combustível, explica o Procon. O etanol apresentou variação de 17,91% no comparativo entre o maior e o menor preço de setembro, com R$ 3,997 e R$ 3,390 e isso equivale a uma diferença (R$ -0,607) por litro. A região com a maior média encontrada foi a sul com R$ 3,771, e o maior preço encontrado foi de R$ 3,997 na região norte. Por sua vez, o menor preço na norte foi de R$ 3,390, sendo também a região com o menor preço médio de R$ 3,611.

Para o Diesel comum, o percentual anunciado pelo governo federal foi de 4,2%, e encontrado nas bombas pela pesquisa uma variação de 2,75% em relação à primeira pesquisa. No entanto, fazendo a comparação com a pesquisa de agosto, a variação é maior de 7,72%. A média de agosto foi de R$ 3,573 e a média do dia 06 de setembro foi de R$ 3,713 e do dia 23 foi de R$ 3,812 por litro, ou seja, um aumento de R$ 0,099 entre a primeira e segunda pesquisa e de R$ 0,239 comparando com a pesquisa de agosto. O maior preço encontrado foi de R$ 4,080 na região Leste, a maior média encontrada foi na região sul com R$ 3,899, e o menor preço foi de R$ 3,680 na oeste, e também a menor média entre as regiões pesquisadas de R$ 3,690. Já a variação entre o maior e o menor preço encontrado é de 10,87%.

PESQUISA COMPLETA

Todos os dados estão à disposição dos consumidores natalenses. O Núcleo de Pesquisa orienta aos consumidores que acessem o endereço eletrônico www.natal.rn.gov.br/procon e vejam o ranking dos 10 postos mais baratos na cidade, com exposição de endereço, região e planilha com as variações de maior e menor preços encontrados pela pesquisa.

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