Amanda Nunes luta no sábado (8) para manter cinturão e ter mais reconhecimento

Vida de campeã não fácil. É entrevista para lá, promoção para cá e ainda é preciso treinar bastante, já que um novo desafio sempre se aproxima, ainda mais para quem se tornou alvo de cobiça de diversas adversárias. A baiana Amanda Nunes confessa. Ser campeã é ótimo, mas também é desgastante. “Pra quem gosta de começar um treinamento antes, organizar tudo, acaba atrapalhando sim um pouco (a rotina promocional do UFC). Quando você viaja tanto, precisa ajeitar agenda, alimentação, é complicado”, confessa a lutadora de 29 anos, campeã dos galos do UFC, em entrevista coletiva por videoconferência, direto de Las Vegas. No sábado (8), a ‘Leoa’ terá que superar esses percalços para continuar dona do título. Vai enfrentar de novo a quirguistanesa radicada no Peru Valentina Shevchenko, no UFC 213. As duas já lutaram em março do ano passado, quando Amanda ainda não era campeã, também em Vegas, com vitória da brasileira por decisão unânime dos árbitros.

Além de ver sua agenda de treinos ser interrompida, a baiana de Pojuca confessa que ainda se decepciona com a falta de reconhecimento nas ruas. Mesmo com a vida tendo mudado bastante após triturar a ex-campeã Ronda Rousey no final de 2016, quando venceu por nocaute em menos de um minuto, Amanda ainda sente falta de ser vista com a campeã da categoria. “Às vezes, é um pouco triste. As pessoas ainda olham pra mim e perguntam ‘Você é aquela que ganhou da Ronda?’ e não ‘Você é a Amanda Nunes?’. Eu acho que sou uma atleta que precisa continuar provando, lutando, até o momento que as pessoas me olhem como campeã. Se você não tem a promoção da mídia, você tem ir lá e fazer como atleta”, analisa. Amanda sabe o que diz. Tímida, dificilmente iria conseguir ser a estrela – hoje, de cinema – que Ronda Rousey é. Simplesmente, não faz parte do estilo dela e nem é o seu desejo. “Essa é a real. Sou campeã, sou a melhor do mundo. Não quero ser ‘a cara’ de nada. Quero ser promovida como campeã, com algo que conquistei com o meu trabalho. Quero ser reconhecida assim. É uma outra era”, garante.

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